Dst

Tuesday, March 14, 2006

Imagens de DST









O controle das DST no Brasil

Nos últimos anos, principalmente após o inicio da epidemia de aids, as DST readquiriram importância como problemas de saúde pública. Entretanto, alguns fatos negativos têm sido percebidos no contexto da atenção às DST em nosso País:


são escassos os dados epidemiológicos relativos às DST; apenas a aids e a sífilis congênita são de notificação compulsória. Entretanto, raros são os serviços onde a notificação é realizada de forma sistemática;

os portadores de DST continuam sendo discriminados nos vários níveis do sistema de saúde. O atendimento é muitas vezes inadequado, resultando em segregação e exposição a situações de constrangimento. Tal se dá, por exemplo, quando os pacientes têm que expor seus problemas em locais sem privacidade ou a funcionários despreparados que, muitas vezes, demonstram seus próprios preconceitos ao emitirem juízos de valor. Essas situações ferem a confidencialidade, discriminam as pessoas com DST e contribuem para afastá-las dos serviços de saúde;

a irregularidade na disponibilização de medicamentos específicos é mais uma das causas de afastamento dos indivíduos com DST dos serviços de saúde. Isso ocorre por provisão insuficiente ou pelo uso para tratamento de outras enfermidades;

para muitas das DST, as técnicas laboratoriais existentes não apresentam a sensibilidade e/ou a especificidade satisfatórias. Pouquíssimas unidades são capazes de oferecer resultados de testes conclusivos no momento da consulta. Soma-se a isso o fato de que o sistema público de saúde no Brasil apresenta reduzidas condições para a realização dos testes e freqüentemente os técnicos responsáveis estão desmotivados e/ou despreparados.

A conseqüência mais evidente dessa situação de baixa resolutividade dos serviços é a busca de atendimento em locais nos quais não seja necessário se expor, nem esperar em longas filas, ou seja: as farmácias comerciais.

AS DST COMO PRIORIDADE:

Por que as DST devem ser priorizadas? São quatro os critérios para a priorização de agravos em saúde pública: magnitude, transcendência, vulnerabilidade e factibilidade.

Magnitude:
embora os poucos dados epidemiológicos existentes não se prestem a fazer inferências para o País como um todo, ao menos permitem, quando conjugados às informações geradas em outros países, a realização de estimativas que concluem pela elevada freqüência das DST em nosso país. Isto, associado ao alto índice de automedicação, torna o problema ainda maior, já que muitos dos casos não recebem a orientação e tratamento adequados, ficando sub-clínicos, permanecendo transmissores e mantendo-se como os elos fundamentais na cadeia de transmissão das doenças.

Transcendência:
  • as DST são o principal fator facilitador da transmissão sexual do HIV;

  • algumas delas, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves e até o óbito;

  • algumas DST, durante a gestação, podem ser transmitidas ao feto, causando-lhe importantes lesões ou mesmo provocando a interrupção espontânea da gravidez;

  • as DST podem causar grande impacto psicológico em seus portadores;

  • as DST causam também grande impacto social, que se traduz em custos indiretos para a economia do País e que, somados aos enormes custos diretos decorrentes das internações e procedimentos necessários para o tratamento de suas complicações, elevam dramaticamente esses custos totais.

Vulnerabilidade:


  • as DST, por suas características epidemiológicas, são agravos vulneráveis a ações de prevenção primária, como por exemplo a utilização de preservativos, de forma adequada, em todas as relações sexuais. Além disso, com exceção das DST causadas por vírus, existem tratamentos eficazes para todas elas; portanto, à medida que se consiga conscientizar os pacientes da necessidade de procurar rapidamente um serviço de saúde para tratar-se adequadamente e a seus parceiros sexuais, se logrará, a curto prazo, romper a cadeia de transmissão dessas doenças e consequentemente da infecção pelo HIV.

Factibilidade:


O controle das DST é possível, desde que existam bons programas preventivos e uma rede de serviços básicos resolutivos, ou seja, unidades de saúde acessíveis para pronto atendimento, com profissionais preparados, não só para o diagnóstico e tratamento, mas também para o adequado acolhimento e aconselhamento dos portadores de DST e de seus parceiros sexuais, e que tenham a garantia de um fluxo contínuo de medicamentos e preservativos.


Princípios para o Controle:


Os princípios básicos para o controle das DST, como em qualquer processo de controle de epidemias, são os seguintes:


Interromper a cadeia de transmissão:

atuando objetivamente nos "elos" que formam essa corrente, ou seja, detectando precocemente os casos, tratando-os, e a seus parceiros, adequada e oportunamente.
prevenir novas ocorrências: por meio de aconselhamento específico, durante o qual as orientações sejam discutidas conjuntamente, favorecendo a compreensão e o seguimento das prescrições médicas e contribuindo de forma mais efetiva para a adoção de práticas sexuais mais seguras.
ESTRATÉGIAS PARA O CONTROLE

PREVENÇÃO


A prevenção, estratégia básica para o controle da transmissão das DST e do HIV, se dará por meio da constante informação para a população geral e das atividades educativas que priorizem: a percepção de risco, as mudanças no comportamento sexual e a promoção e adoção de medidas preventivas com ênfase na utilização adequada do preservativo. As atividades de aconselhamento das pessoas com DST e seus parceiros durante o atendimento são fundamentais, no sentido de buscar que os indivíduos percebam a necessidade de maior cuidado, protegendo a si e a seus parceiros, prevenindo assim a ocorrência de novos episódios. Deve-se sempre enfatizar a associação existente entre as DST e a infeção pelo HIV. Deve-se, ainda, estimular a adesão ao tratamento, explicitando a existência de casos assintomáticos ou pouco sintomáticos, também suscetíveis a graves complicações. A promoção e distribuição de preservativos deve ser função de todos os serviços que prestam esse tipo de assistência. Desta forma, a assistência pode se constituir em um momento privilegiado de prevenção.

DETECÇÃO DE CASOS


Tão importante quanto diagnosticar e tratar o mais precocemente possível os portadores sintomáticos é realizar a detecção dos portadores assintomáticos. Entre as estratégias que poderão suprir esta importante lacuna estão os rastreamentos de DST assintomáticas, especialmente sífilis, gonorréia e clamídia em gestantes ou adolescentes, em serviços específicos, como aqueles que executam atendimento ginecológico, em especial os de planejamento familiar, de atendimento pré-natal e os serviços de prevenção do câncer cérvico-uterino. Algumas mudanças na orientação dos profissionais de saúde para que passem a fazer assistência integral aos usuários são de fundamental importância pois, com isso, os indivíduos em situação de risco teriam uma oportunidade para aconselhamento e/ou diagnóstico.

TRATAMENTO IMEDIATO


O tratamento deve ser instituído no momento da consulta, preferencialmente com medicação por via oral e em dose única, ou com o menor número possível de doses. A utilização de alguns fluxogramas desenvolvidos, testados e já validados, provê a possibilidade de tratamento imediato e a ruptura imediata da cadeia de transmissão. Nesta abordagem são pesquisados os sintomas e/ou sinais que, agrupados, forneçam o diagnóstico de uma síndrome. O tratamento visará, então, os agentes etiológicos mais comuns na síndrome em estudo. Para que esse tipo de assistência seja adequadamente implementada deve incluir ainda a coleta de material que permita a realização do diagnóstico etiológico em laboratório local ou de referência, aconselhamento para redução de risco, tratamento de parceiros, orientações para adesão aos tratamentos fracionados, promoção e distribuição de preservativos.

O MANEJO ADEQUADO DE CASOS DE DST


Os portadores de DST devem receber atendimento e tratamento imediato. A espera em longas filas e a possibilidade de agendamento para outro dia, associadas à falta de medicamentos, são talvez os principais fatores que induzem à busca de atenção diretamente com o balconista da farmácia. Em si, o atendimento imediato de uma DST não é apenas uma ação curativa, mas também, e principalmente, uma ação preventiva da transmissão do HIV e do surgimento de outras complicações.

TRIAGEM:

neste modelo considera-se extremamente desejável a existência de um serviço de triagem confidencial que seja realizada por profissionais de saúde devidamente preparados para essa finalidade.

ESPERA:

o tempo de espera deverá ser utilizado para educação em saúde por intermédio de vídeos educativos, atividades de aconselhamento em grupo, incluindo outras questões de saúde e cidadania.


CONSULTA MÉDICA: além da anamnese e do exame físico, neste momento devem ser feitas as coletas do material das secreções e lesões para exame laboratorial; o material para a colpocitologia oncótica deverá ser coletado somente após efetivação da cura da DST que motivou a consulta.


CONSULTA DE ENFERMAGEM: a participação de enfermeiros e outros profissionais de saúde deve ser estimulada em todas as etapas do atendimento. O aconselhamento, a detecção de situações risco e a educação para saúde das pessoas com DST e seus parceiros são atividades nas quais esses profissionais deverão atuar. Excepcionalmente os enfermeiros poderão prescrever e aplicar medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde (segundo a Lei do Exercício Profissional n° 7.498/86 de 25 de junho de 1986 e regulamentada pelo Decreto nº 94.406, de 8 de Junho de 1987).


ACONSELHAMENTO: esta é uma atividade que deve estar presente em todo o atendimento e não depender de apenas um profissional. A figura do médico é extremamente importante no aconselhamento assim como a consistência das informações a serem fornecidas por toda a equipe. Todos os profissionais envolvidos no atendimento devem participar do processo de aconselhamento.


COMUNICAÇÃO AOS PARCEIROS SEXUAIS: serão considerados parceiros, para fins de comunicação ou convocação, os indivíduos com quem o paciente relacionou-se sexualmente nos últimos 30 dias. O uso de cartões para comunicação aos parceiros sexuais é desejável. De acordo com as possibilidades de cada serviço, outras atividades poderão ser desenvolvidas. É fundamental que os parceiros de gestantes com sífilis que não atenderem ao chamado para tratamento sejam objeto de busca ativa.

O controle das DST no Brasil

Nos últimos anos, principalmente após o inicio da epidemia de aids, as DST readquiriram importância como problemas de saúde pública. Entretanto, alguns fatos negativos têm sido percebidos no contexto da atenção às DST em nosso País:


são escassos os dados epidemiológicos relativos às DST; apenas a aids e a sífilis congênita são de notificação compulsória. Entretanto, raros são os serviços onde a notificação é realizada de forma sistemática;

os portadores de DST continuam sendo discriminados nos vários níveis do sistema de saúde. O atendimento é muitas vezes inadequado, resultando em segregação e exposição a situações de constrangimento. Tal se dá, por exemplo, quando os pacientes têm que expor seus problemas em locais sem privacidade ou a funcionários despreparados que, muitas vezes, demonstram seus próprios preconceitos ao emitirem juízos de valor. Essas situações ferem a confidencialidade, discriminam as pessoas com DST e contribuem para afastá-las dos serviços de saúde;

a irregularidade na disponibilização de medicamentos específicos é mais uma das causas de afastamento dos indivíduos com DST dos serviços de saúde. Isso ocorre por provisão insuficiente ou pelo uso para tratamento de outras enfermidades;

para muitas das DST, as técnicas laboratoriais existentes não apresentam a sensibilidade e/ou a especificidade satisfatórias. Pouquíssimas unidades são capazes de oferecer resultados de testes conclusivos no momento da consulta. Soma-se a isso o fato de que o sistema público de saúde no Brasil apresenta reduzidas condições para a realização dos testes e freqüentemente os técnicos responsáveis estão desmotivados e/ou despreparados.

A conseqüência mais evidente dessa situação de baixa resolutividade dos serviços é a busca de atendimento em locais nos quais não seja necessário se expor, nem esperar em longas filas, ou seja: as farmácias comerciais.

AS DST COMO PRIORIDADE:

Por que as DST devem ser priorizadas? São quatro os critérios para a priorização de agravos em saúde pública: magnitude, transcendência, vulnerabilidade e factibilidade.

Magnitude:
embora os poucos dados epidemiológicos existentes não se prestem a fazer inferências para o País como um todo, ao menos permitem, quando conjugados às informações geradas em outros países, a realização de estimativas que concluem pela elevada freqüência das DST em nosso país. Isto, associado ao alto índice de automedicação, torna o problema ainda maior, já que muitos dos casos não recebem a orientação e tratamento adequados, ficando sub-clínicos, permanecendo transmissores e mantendo-se como os elos fundamentais na cadeia de transmissão das doenças.

Transcendência:
  • as DST são o principal fator facilitador da transmissão sexual do HIV;

  • algumas delas, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves e até o óbito;

  • algumas DST, durante a gestação, podem ser transmitidas ao feto, causando-lhe importantes lesões ou mesmo provocando a interrupção espontânea da gravidez;

  • as DST podem causar grande impacto psicológico em seus portadores;

  • as DST causam também grande impacto social, que se traduz em custos indiretos para a economia do País e que, somados aos enormes custos diretos decorrentes das internações e procedimentos necessários para o tratamento de suas complicações, elevam dramaticamente esses custos totais.

Vulnerabilidade:


  • as DST, por suas características epidemiológicas, são agravos vulneráveis a ações de prevenção primária, como por exemplo a utilização de preservativos, de forma adequada, em todas as relações sexuais. Além disso, com exceção das DST causadas por vírus, existem tratamentos eficazes para todas elas; portanto, à medida que se consiga conscientizar os pacientes da necessidade de procurar rapidamente um serviço de saúde para tratar-se adequadamente e a seus parceiros sexuais, se logrará, a curto prazo, romper a cadeia de transmissão dessas doenças e consequentemente da infecção pelo HIV.

Factibilidade:


O controle das DST é possível, desde que existam bons programas preventivos e uma rede de serviços básicos resolutivos, ou seja, unidades de saúde acessíveis para pronto atendimento, com profissionais preparados, não só para o diagnóstico e tratamento, mas também para o adequado acolhimento e aconselhamento dos portadores de DST e de seus parceiros sexuais, e que tenham a garantia de um fluxo contínuo de medicamentos e preservativos.


Princípios para o Controle:


Os princípios básicos para o controle das DST, como em qualquer processo de controle de epidemias, são os seguintes:


Interromper a cadeia de transmissão:

atuando objetivamente nos "elos" que formam essa corrente, ou seja, detectando precocemente os casos, tratando-os, e a seus parceiros, adequada e oportunamente.
prevenir novas ocorrências: por meio de aconselhamento específico, durante o qual as orientações sejam discutidas conjuntamente, favorecendo a compreensão e o seguimento das prescrições médicas e contribuindo de forma mais efetiva para a adoção de práticas sexuais mais seguras.
ESTRATÉGIAS PARA O CONTROLE

PREVENÇÃO


A prevenção, estratégia básica para o controle da transmissão das DST e do HIV, se dará por meio da constante informação para a população geral e das atividades educativas que priorizem: a percepção de risco, as mudanças no comportamento sexual e a promoção e adoção de medidas preventivas com ênfase na utilização adequada do preservativo. As atividades de aconselhamento das pessoas com DST e seus parceiros durante o atendimento são fundamentais, no sentido de buscar que os indivíduos percebam a necessidade de maior cuidado, protegendo a si e a seus parceiros, prevenindo assim a ocorrência de novos episódios. Deve-se sempre enfatizar a associação existente entre as DST e a infeção pelo HIV. Deve-se, ainda, estimular a adesão ao tratamento, explicitando a existência de casos assintomáticos ou pouco sintomáticos, também suscetíveis a graves complicações. A promoção e distribuição de preservativos deve ser função de todos os serviços que prestam esse tipo de assistência. Desta forma, a assistência pode se constituir em um momento privilegiado de prevenção.

DETECÇÃO DE CASOS


Tão importante quanto diagnosticar e tratar o mais precocemente possível os portadores sintomáticos é realizar a detecção dos portadores assintomáticos. Entre as estratégias que poderão suprir esta importante lacuna estão os rastreamentos de DST assintomáticas, especialmente sífilis, gonorréia e clamídia em gestantes ou adolescentes, em serviços específicos, como aqueles que executam atendimento ginecológico, em especial os de planejamento familiar, de atendimento pré-natal e os serviços de prevenção do câncer cérvico-uterino. Algumas mudanças na orientação dos profissionais de saúde para que passem a fazer assistência integral aos usuários são de fundamental importância pois, com isso, os indivíduos em situação de risco teriam uma oportunidade para aconselhamento e/ou diagnóstico.

TRATAMENTO IMEDIATO


O tratamento deve ser instituído no momento da consulta, preferencialmente com medicação por via oral e em dose única, ou com o menor número possível de doses. A utilização de alguns fluxogramas desenvolvidos, testados e já validados, provê a possibilidade de tratamento imediato e a ruptura imediata da cadeia de transmissão. Nesta abordagem são pesquisados os sintomas e/ou sinais que, agrupados, forneçam o diagnóstico de uma síndrome. O tratamento visará, então, os agentes etiológicos mais comuns na síndrome em estudo. Para que esse tipo de assistência seja adequadamente implementada deve incluir ainda a coleta de material que permita a realização do diagnóstico etiológico em laboratório local ou de referência, aconselhamento para redução de risco, tratamento de parceiros, orientações para adesão aos tratamentos fracionados, promoção e distribuição de preservativos.

O MANEJO ADEQUADO DE CASOS DE DST


Os portadores de DST devem receber atendimento e tratamento imediato. A espera em longas filas e a possibilidade de agendamento para outro dia, associadas à falta de medicamentos, são talvez os principais fatores que induzem à busca de atenção diretamente com o balconista da farmácia. Em si, o atendimento imediato de uma DST não é apenas uma ação curativa, mas também, e principalmente, uma ação preventiva da transmissão do HIV e do surgimento de outras complicações.

TRIAGEM:

neste modelo considera-se extremamente desejável a existência de um serviço de triagem confidencial que seja realizada por profissionais de saúde devidamente preparados para essa finalidade.

ESPERA:

o tempo de espera deverá ser utilizado para educação em saúde por intermédio de vídeos educativos, atividades de aconselhamento em grupo, incluindo outras questões de saúde e cidadania.


CONSULTA MÉDICA: além da anamnese e do exame físico, neste momento devem ser feitas as coletas do material das secreções e lesões para exame laboratorial; o material para a colpocitologia oncótica deverá ser coletado somente após efetivação da cura da DST que motivou a consulta.


CONSULTA DE ENFERMAGEM: a participação de enfermeiros e outros profissionais de saúde deve ser estimulada em todas as etapas do atendimento. O aconselhamento, a detecção de situações risco e a educação para saúde das pessoas com DST e seus parceiros são atividades nas quais esses profissionais deverão atuar. Excepcionalmente os enfermeiros poderão prescrever e aplicar medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde (segundo a Lei do Exercício Profissional n° 7.498/86 de 25 de junho de 1986 e regulamentada pelo Decreto nº 94.406, de 8 de Junho de 1987).


ACONSELHAMENTO: esta é uma atividade que deve estar presente em todo o atendimento e não depender de apenas um profissional. A figura do médico é extremamente importante no aconselhamento assim como a consistência das informações a serem fornecidas por toda a equipe. Todos os profissionais envolvidos no atendimento devem participar do processo de aconselhamento.


COMUNICAÇÃO AOS PARCEIROS SEXUAIS: serão considerados parceiros, para fins de comunicação ou convocação, os indivíduos com quem o paciente relacionou-se sexualmente nos últimos 30 dias. O uso de cartões para comunicação aos parceiros sexuais é desejável. De acordo com as possibilidades de cada serviço, outras atividades poderão ser desenvolvidas. É fundamental que os parceiros de gestantes com sífilis que não atenderem ao chamado para tratamento sejam objeto de busca ativa.

Tuesday, March 07, 2006

Aids





A Aids é uma doença que aparece algum tempo depois que uma pessoa é infectada pelo vírus HIV . Uma pessoa fica doente de Aids porque o vírus HIV destroi as defesas que o corpo possui contra as doenças. Pode demorar mais de dez anos para a Aida aparecer. Só tem um jeito de saber se tem ou não HIV. É fazendo o teste. A Aids não tem cura mas já existem diversos remédios que mantém a doença sob controle.


  • O Vírus HIV está:

  • No sangue
  • No corrimento e secreções da vagina
  • No esperma e secreções do pênis
  • No leite da Mãe

Saturday, February 25, 2006

Sexo Seguro

Sexo seguro

Sexo seguro é o sexo sem o risco de ser contaminado ou contaminar o(a) seu(sua) parceiro(a) com doenças sexualmente transmissíveis.Esta segurança só poder ser atingida através do sexo monogâmico comparceiro(a) sabidamente sadio(a) ou quando o sexo é realizado sem o contacto ou troca de fluidos corpóreos como esperma, secreção vaginal, sangue e leite.A segunda situação é obtida através do uso da camisinha, camisa-de-vênus, condom (do latim condare, que significa "proteger") ou preservativo.A camisinha é um objeto de material elástico, derivado da borracha (látex), relativamente resistente que envolve os genitais masculinos (mais usado) ou femininos durante o coito, impedindo o já citado contacto entre os fluidos corpóreos das pessoas que estão praticando o relacionamento íntimo.Além da proteção contra as DST os preservativos constituem um método anticoncepcional seguro, quando usados adequadamente.O mercado diversificou muito a industrialização das camisinhas. Hoje encontramos camisinhas texturizadas, com formatos especiais, coloridas, lubrificadas, com perfume, sabor, etc.

CAMISINHA - COMO UTILIZAR:
Escolha uma marca de confiança. Carregue-a sempre com você. É recomendável ter uma ou mais unidades de reserva. Conserve-as protegidas do calor e utilize-as sempre dentro do prazo de validade. Abra delicadamente a embalagem, cuidando para que esta operação não a danifique. A colocação deverá ser feita com o pênis em ereção (duro). O prepúcio (pele) deverá estar tracionado e a glande (cabeça do pênis) exposta. Deixe um pequeno espaço na ponta da camisinha. Isto é importante e pode ser conseguido comprimindo-se a extremidade da camisinha entre o polegar e o indicador e mantendo-os assim enquanto a coloca. Encoste a camisinha enrolada na ponta da glande e desenrole-a até a base do pênis. Se a camisinha não for lubrificada, utilize somente lubrificantes a base de água, os quais deverão ser aplicados sobre o pênis antes da colocação e/ou diretamente na camisinha após colocada. Após o uso retire a camisinha. Dê um nó na extremidade aberta e jogue-a no lixo. Camisinha é descartável, deve ser usada somente uma vez. No caso da camisinha romper-se ou sair durante o coito, despreze-a e coloque uma nova.

Para não pegar DST:
Devemos nós cuidar direito, usar sempre um preservativo, ou então tomr pílula,tomar enjeção regularmente.
Devemos nós cuidar direito especialmente as mulheres que são mais facéis de pegar, porque ficam se relacionando com pessoas diferentes.

Tuesday, February 21, 2006

Doenças causadas pela DST

Quem se relaciona sexualmente com outras pessoas está sujeito a adquirir certas doenças, algumas das quais bastante. Vejamos as principais:

1: Gonorréia ou blenorrogia: é provocada por uma bactéria( gonococo) que aprecia ambientes quentes e úmidos, como os revestimentos dos orgãos genitais, para sobreviver. O tempo de incubação varia de 2 a 10 dias.
No homem o sistema mais característico é ardência na hora de urinar com o acompanhamento de dor e com o pus ( antes da 1º urina da manhã). Na mulher geralmente sem sintoma, daí a necessidade de pelo menos 1 vez por ano do exame papanicolau como prevenção.

2: Herpes genital: doença causada por vírus. Seus sintomas são: Bolhas transparentes, cheias de líquido claro e muito doloridos.
Quando essas bolhas se rompem, podem forma feridas, bastante doloridas que irão desaparecer em poucos dias.

Friday, February 17, 2006

Dst e suas causas




Usuários de Drogas (de um modo geral) e Usuários de Drogas Injetáveis
Leia aqui o documento da
Posição Oficial do Sistema das Nações Unidas à Prevenção da Transmissão do HIV entre Usuários de DrogasEstimativa populacional
Os dados de notificação de aids, no Brasil, promovem a visibilidade dos usuários de drogas injetáveis diante de outras categorias de exposição. Contudo, a estimativa do número de usuários de drogas injetáveis existentes na população em geral constitui-se tarefa difícil, pois ainda são raros os estudos de estimação do número de usuários de drogas, sobretudo de usuários de drogas ilegais.

A partir de dados disponibilizados por pesquisas, estima-se em torno de 800.000 UDI no Brasil:

a) Pesquisa comportamental e sorológica junto aos "Conscritos do Exército", 1997, CN-DST/AIDS/Ministério do Exército
N = 30.581 jovens entre 17 a 19 anos, conscritos do exércitoAbrangência: NacionalResultado na categoria "uso de droga injetável nos últimos 12 meses" = 1,8%
b) "Pesquisa sobre Comportamento Sexual do Brasileiro", 1999, CEBRAP/CN-DST/AIDS
N = 3.600 domicílios brasileirosAbrangência: NacionalResultado na categoria "uso de droga injetável nos últimos 12 meses" = 1,4%
c) Estudo domiciliar sobre o uso de drogas em São Paulo, 2000, CEBRID/UNIFESP/SP
N = 24 cidades Abrangência: SPResultado na categoria "uso injetável na vida" = 0,17% entre 12 a 65 anos = 46.638 UDI
A política de redução de danos do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde e o PN-DST/AIDS têm apoiado ações de redução de danos, desde 1994, com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Controle Internacional de Drogas - UNDCP. O primeiro projeto oficialmente apoiado data de 1995, em Salvador/BA. Desde então, observamos um número crescente de projetos, e, conseqüentemente, de usuários acessados e vinculados, porém, a cobertura, ainda, é de apenas 4,5% de usuários de drogas injetáveis, considerando o número acima estimado.
A Redução de Danos é uma estratégia da saúde pública que visa reduzir os danos à saúde em conseqüência de práticas de risco. No caso específico do Usuário de Drogas Injetáveis (UDI), objetiva reduzir os danos daqueles usuários que não podem, não querem ou não conseguem parar de usar drogas injetáveis, e, portanto, compartilham a seringa e se expõem à infecção pelo HIV, hepatites e outras doenças de transmissão parenteral.
Tal ação justifica-se em função das altas soroprevalências do HIV (média nacional de 52%) e hepatite C (média nacional de 60%) entre os UDI. Em torno de 25% dos casos de aids estão relacionados direta ou indiretamente com o compartilhamento de seringas entre os UDI.O Ministério da Saúde, para a implantação da redução de danos, também apoia estratégias dirigidas à prevenção primária (junto a professores e alunos da rede oficial de ensino ) e ao tratamento da dependência química em parceria com a área técnica de Saúde Mental do Ministério da Saúde.
Ampliação das ações de Redução de Danos
.

Tuesday, February 14, 2006

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) eram anteriormente chamadas de "venéras"(de Vênus,deusa do amor). Algumas delas,além de serem transmissíveis pelo ato sexual,também podem ser transmitidas por intermédio de roupas ou objetos de toaletes sujos.Se detectada e tratada rapidamente, a maioria delas pode ser curada mais problemas.
Outras podem resultar em esterilidade e até em morte.As´principais são: Sífilis,cancro mole,donovanose,linfogranulomatose venérea,gonorréia,tricomoníase,candidíase,herpes genital,"crista de galo",sarna, hepatite B e Aids.
A Aids é a mais devastadora de todas elas.Ainda não há cura para essa doença responsável por milhões de mortes em todo o mundo.Os avanços da medicina permitem,por meio de uma combinação de medicamentos,prolongar a vida dos infectados, mas infelizmente não se pode falar ainda em cura definitiva.

Meios de Prevenção:
O preservativo masculino (a popular "camisinha") garante a proteção contra as DST,inclusive a Aids, e também evita a gravidez, caso ela não seja desejada. A camisinha evita o cantato direto dos órgãos sexuais e retém o esperma.
Outros métodos anticoncepcionais são: a pílula,o dispositivo intra-uterino(DIU), o diagrama, os esoermicidas e a cirurgia anticincepção (ligação das trompas para a mulher, vasectomia para o homem.).

Higiene:

Na mulher,a região pubiana(pele e pêlos) necessita de lavagem diária com sabonete simples.Não são necessários sabões sofisticados e nem a limpeza dos pequenos lábios, do intróito vaginal e da própria vagina. A região do ânus também precisa de higiene diária,mas não o reto. Essas regiões internas possuem sua própria mucosa, que se encarrega de protegê-las contra germes exteriores.

No homem, vale o mesmo para os pêlos publianos e o ânus.O espaço interior entre entre o prépucio e a glande deve ser lavado diariamente com sabonete simples.




Perfil

Nome: Selma leite, tenho 18 anos adoro amigos sinceros, companheiro, alegre, adoro curti a minha vida como ela é. Gosto de balada, cinema,ficar em casa assistindo um filme legal com pessoas interessantes, gosto de pipoca doce, sorvete.Estou adorando fazer este curso sei que vou aprender muito aqui e vou ter uma bela profissão.
Se vocês quiserem saber um pouco mais sobre mim e sobre DST entre no meu blogger.

Friday, February 10, 2006

Importância dos preservativos numa relação para não pegar Aids




Introdução
Por que é importante tratar a DST?O tratamento da DST tem como objetivo interromper a cadeia de transmissão da doença. Sabendo que tem alguma DST, é possível evitar de contaminar outros. Além disso, é muito importante tratar porque seu portador tem mais facilidade de adquirir outras DSTs. Atualmente, sabe-se que a presença de uma DST aumenta o risco de infecção pelo vírus HIV.As mulheres devem ser mais cuidadosas nesse aspecto porque, diferentemente do homem, em diversas DSTs elas podem não apresentar sintomas por algum período. Isso exige da mulher consultas periódicas ao ginecologista.Exames Para diagnóstico completo deve-se fazer um exame físico, exame genital, masculino ou feminino, (coleta de secreções e de material para a realização do diagnóstico etiológico).O período da janela imunológica em todas as DSTs, com exceção da AIDS, é de, no máximo, um mês. Sendo assim, exames para detectar DSTs como sífilis e hepatite B podem ser feitos após 15 dias da relação sem proteção. Depois desse tempo, o resultado será confiável.

AIDS
HistóricoO local e a própria origem da AIDS provoca, até hoje, muitas especulações. Sabe-se que retrovírus relacionados ao HIV-1 e HIV-2 podem ser encontrados em primatas, na África. Existe o Vírus da Imunodeficiência Símia (SIV) que infecta chimpanzés africanos e é 98% semelhante ao HIV, o que faz acreditar que ambos têm a mesma origem. Esses e outros fatos reforçam a tese de que o HIV tem origem africana. Trabalhos científicos recentes sugerem que os homens possam ter sidos contaminados já na década de 40 e 50. Mas, oficialmente, a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - SIDA) foi reconhecida em 1981, nos Estados Unidos. Havia um grande número de homens adultos homossexuais, habitantes de São Francisco ou Nova York, que apresentavam sarcoma de Kaposi (uma espécie de pneumonia). Todos tinham o sistema de imunidade comprometido. Então, concluiu-se que era uma nova doença, provavelmente, infecciosa e transmissível, ainda sem classificação.No Brasil, os primeiros dois casos de AIDS foram publicados em 1982 e eram referentes a pacientes da Região Sudeste.Dois pesquisadores conseguiram isolar vírus de pacientes com AIDS em 1983. O HIV-1 foi isolado por Luc Montaigner, na França, e Robert Gallo, nos EUA. Em 1986, um segundo agente etiológico, com características semelhantes ao HIV-1, foi identificado: o HIV-2. Foi neste ano que um comitê internacional recomendou o uso do termo HIV ((Human Immunodeficiency Virus ou Vírus da Imunodeficiência Humana). Neste ano, este comitê reconheceu também que esse vírus era capaz de infectar seres humanos. O Ministério da Saúde divulgou dados oficiais que mais de 76.000 casos de AIDS foram notificados até hoje no país. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 18 milhões de adultos e 1,5 milhão de crianças já foram infectados pelo HIV. Só o continente africano é responsável por 70% dos casos.
Formas de transmissão

O vírus HIV foi isolado em fluídos corporais como saliva, lágrimas e urina mas, como estudos comprovam, a infectividade dos vírus desses fluídos são extremamente baixas então, o HIV só pode ser transmitido de forma sexual, sangüínea e vertical.A transmissão sexual é a forma mais comum de contágio e, ao contrário do que se pensava, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a mais freqüente forma de transmissão sexual o comportamento heterossexual sem uso de preservativos. Antigamente, falava-se em grupo de risco, que era, basicamente, os homossexuais e os usuários de drogas injetáveis. Hoje, fala-se em comportamento de risco e isso inclui a ausência de preservativos nas relações heterossexuais. Nos países desenvolvidos, as relações homossexuais ainda são responsáveis por grande parte dos casos de AIDS, mas os heterossexuais contaminados estão aumentando proporcionalmente com a epidemia.Toda relação sem preservativo é arriscada, mas os riscos de contaminação aumentam com relação anal receptiva, durante o período menstrual ou com a presença de outra DST, principalmente as ulcerativas, como cancro mole, sífilis e herpes genital.Outra forma de transmissão é a sangüínea. Muitos países estão cada vez mais se preocupando com a qualidade do sangue utilizado em transfusões, como o Brasil, por isso poucos casos de transmissão sangüínea ainda ocorrem por esse meio. Definitivamente, o meio mais eficaz de contágio através do sangue é devido a drogas injetáveis, compartilhando agulhas e seringas. Isso fez com que muitos países adotassem programas para distribuir seringas e agulhas entre os usuários de drogas, não com o intuito de estimular o vício, mas sim de prevenir a doença.Na África são encontradas as maiores taxas de transmissão de forma vertical. Lá, 30 a 40% das pessoas são infectadas dessa forma enquanto em lugares como a América do Norte, essa estatística cai para 15 a 29%. Isso acontece porque, além de a África ser campeã na transmissão heterossexual, o aleitamento materno lá é mais freqüente que em países industrializados.Essa forma de transmissão é decorrente da exposição da criança ao vírus durante a gestação, parto ou aleitamento materno.A gestante pode transmitir o vírus ao filho em qualquer fase da gravidez, sendo que o primeiro trimestre isso é menos freqüente. O risco pode diminuir em até 67% se a gestante usar AZT durante a gravidez e no momento do parto. O AZT ainda deve ser administrado ao recém-nascido por seis semanas. A transmissão pelo leite materno também pode ser evitada. Nesses casos, devem ser usados leite industrializado ou leite humano de mulher sem o vírus HIV. AIDS NÃO SE TRANSMITE:


1. Bebendo no mesmo copo;
2. Usando o mesmo banheiro;
3. Beijando;
4 .Abraçando;
5. Doando sangue;
6 .Dormindo na mesma cama;
7. Usando os mesmos talheres;
8 .Por picada de inseto;
9. Em banco de ônibus;
AIDS SE TRANSMITE:

sexo sem preservativo;
compartilhando seringas e agulhas;
sexo oral e anal sem preservativo;
contato sangüíneo de qualquer espécie;
PrevençãoA AIDS é uma das maiores preocupações nos dias de hoje. As principais estratégias de campanhas para prevenção é a promoção do uso de preservativos, a distribuição de seringas esterilizadas ou descartáveis e o controle da qualidade do sangue, além de ampla divulgação e muita informação sobre a doença.Preservativos – o uso da camisinha, masculina e feminina, é a única maneira efetiva de proteção sexual contra o HIV. Sua utilização correta reduz substancialmente o risco de transmissão dos vírus dessa e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Quanto mais se treinar a colocação da camisinha, mais vai se evitar que ela fure ou escape durante a relação. O uso correto e sistemático da camisinha pode evitar o risco de aquisição do HIV em até 95%. Em muitas campanhas para a prevenção da doença, inclusive campanhas oficiais, a camisinha aparece no bolso de calça jeans ou em carteiras, mas os próprios fabricantes de preservativos em suas embalagens e o INMETRO recomendam para não se guardar preservativos em locais aquecidos sob risco de danificar o produto, podendo assim aumentar o risco de contaminação por AIDS e DSTs e, ainda, gravidez indesejada. Eles ainda citam como exemplos bolsos de calças, carteiras e porta-luvas de carros, exatamente ao contrário de campanhas governamentais. Hoje, já há no mercado uma camisinha fabricada especificamente para se guardar em lugares mais quentes, mas as outras ainda continuam com essa restrição. No Brasil, o preservativo ainda é muito pouco usado. Em pesquisa recente, 75 % de 305 homens entre 18 e 30 anos, solteiros na maioria, declaram que mantiveram relações sexuais nos 30 dias anteriores à pesquisa. Mas somente cerca de 30% usaram preservativos. Cuidados com preservativos masculinos:

observe o prazo de validade e guarde longe do calor, ou seja, fora de bolsos, carteiras e porta-luvas;
apenas lubrificantes à base de água. Vaselina e outros lubrificantes à base de óleo podem facilitar a ruptura;
se a camisinha romper, troque imediatamente;
não reutilize o preservativo. Após usá-lo, jogue no lixo. Cuidados com preservativos femininos:
observe o prazo de validade e guarde longe do calor; camisinha e preservativo feminino não devem ser usados juntos;
apesar de já ser lubrificado, caso seja necessário maior lubrificação, deve ser usado lubrificante à base de água;
não reutilize o preservativo. Após usá-lo, jogue no lixo.Espermicidas :
Este meio de prevenção se torna altamente eficaz se usado em conjunto com preservativos. Os espermecidas à base de nonoxinol-9 são capazes de inativar o vírus HIV e de outras DSTs "in vitro". Sozinhos, não é comprovado que os espermicidas tenham esse poder. Prevenção em usuários de drogas injetáveis:
A mudança de comportamento dos usuários de drogas injetáveis é a principal forma de prevenção. Compartilhar seringas e agulhas é considerado comportamento de risco. Hoje, a campanha contra HIV entre dependentes, além de orientações educativas, contam com ações efetivas como a distribuição de seringas e agulhas esterelizadas. No começo, esse tipo de atitude foi condenada baseada no temor de aumentar a população de viciados devido ao acesso fácil a equipamento para o uso de drogas injetáveis.Hoje, já pode-se perceber os resultados positivos dessa estratégia adotada em muitos países.Exame:

Existem quatro grupos de testes que podem ser feitos para detectar a presença HIV: detecção de anticorpos (ELISA - teste imunoenzimático, Western-blot, Imunofluorescência indireta e Radioimunoprecipitação); testes de detecção de antígeno viral (Pesquisa de Antígeno p24); técnicas de cultura viral (cultura de células mononucleares de sangue periférico para isolamento do HIV, cultura quantitativa de células e cultura quantitativa de plasma) e testes de amplificação do genoma do vírus.As técnicas mais utilizadas são aquelas que se baseiam na detecção de anticorpos contra o vírus. Toda a triagem inicial é feita a partir dessa técnica que é mais barata e apresenta ótimos resultados. A detecção de anticorpos não detecta o vírus em si mais a presença do hospedeiro contra o vírus.Já as outras três técnicas são aplicadas quando os exames sorológicos são duvidosos. Há acompanhamento laboratorial de pacientes, ou mensuração da carga viral para controle de tratamento detectam a presença do vírus ou de suas partículas. O Center for Diseases Control and Prevention (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos, recomenda que, além de realizar o exame sorológico logo após a exposição, seja feito também em seis semanas, doze semanas e seis meses após a suspeita de contato com o vírus. Se a pesquisa do HIV por PCR estiver disponível, pode ser uma opção porque ao detectar o genoma viral precocemente, informa com precisão a condição de portador ou não. A janela imunológica é o tempo que leva da aquisição da infecção até a soroconversão. O tempo para o exame anti-HIV se tornar positivo após a infecção é de seis a 12 semanas, com o período médio de 2,1 meses. Nos primeiros 5,8 meses após a transmissão, os testes utilizados apresentam níveis de até 95% de soroconversão. Normalmente, exames anti-HIV devem ser repetidos até 18 meses após a última exposição considerada de risco. Caso não exista outro contato com o vírus, os exames podem ser feitos 3, 6, 12 e 18 meses após o primeiro exame realizado. Assim, a condição da pessoa poderá ser dada com certeza.O exame é feito gratuitamente em postos das Prefeituras e do Estado, assim como no Hospital Emílio Ribas, na cidade de São Paulo, que é uma referência nacional para doenças infecto-contagiosas e tratamento da AIDS.Sintomas:

Existem quatro fases clínicas em que se divide a infecção pelo HIV: infecção aguda; fase assintomática; fase sintomática inicial ou precoce; e AIDS.Na fase de infecção aguda, os sintomas mais visíveis e freqüentes são: febre, fadiga, cefaléia, faringite mialgia e/ou artalgia, náusea, vômito e/ou diarréia, suores noturnos, meningite asséptica, úlceras orais, úlceras genitais, entre outros.Na fase assintomática raramente há febre ou outro sintoma qualquer mais existem alguns exames de rotina recomendados aos soropositivos, como: hemograma completo, níveis bioquímicos, sorologia para os vírus da hepatite, sorologia para toxoplasmose (lgG), sorologia para citomegalovírus (CMV) e herpes, sorologia para sífilis, radiografia de tórax, PPD (derivado protéico purificado), papanicolaou (para mulheres) e perfil imunológico e carga viral.Já na fase sintomática inicial é comum ocorrer suores noturnos, fadiga, emagrecimento, diarréia, sinusites, candidíase oral e vaginal, gengivite, úlceras aftosas, herpes simples, entre outros.Complicações:

Uma das principais conseqüências da infecção pelo HIV é a possibilidade de adquirir as chamadas doenças oportunistas. Essas doenças só se desenvolvem por uma debilitação no sistema imunológico. Os microorganismos causadores de doenças oportunistas não ofereceriam riscos a pessoas com o sistema imune normal. Porém, existe a possibilidade de microorganismos patogênicos causar infecções e isso torna mais grave a situação, afastando a nomenclatura de oportunista. Várias são as doenças oportunistas relacionadas à AIDS e elas podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos, protozoários e certas neoplasias. Alguns exemplos são: herpes simples, tuberculose, pneumonia, candidíase, toxoplasmose, entre outras.Tratamento:

Até o momento, existem dois tipos de tratamento contra o HIV: os inibidores da transcriptase reversa, que inibem a replicação do HIV bloqueando a ação da enzima transcriptase reversa, convertendo o RNA viral em DNA, e os inibidores da protease, que agem no último estágio da formação do vírus, impedindo a ação da enzima protease, importante na formação das partículas do HIV. O AZT é um inibidor da transcriptase reversa.Com essas drogas, há a possibilidade de terapia combinada, que pode associar duas ou mais drogas do mesmo grupo ou de grupos diferentes. Este é o tratamento anti-retroviral que, devido aos muitos estudos que estão sendo feitos em diversos lugares do mundo, pode trazer mudanças constantes.Muitas outras drogas estão sendo pesquisadas, inclusive a vacina contra AIDS. Mas, infelizmente, ainda não há previsão para a cura definitiva.
Aprenda a colocar direito o preservativo:



Células da Aids:

Doenças sexualmente transmitidas ou DSTs, são doenças infecciosas que podem ser disseminadas através do contato sexual. Algumas podem também ser transmitidas por vias não sexuais, porém formas não-sexuais de transmissão são menos frequentes. Estima-se que de 10 a 15 milhões de americanos tenham doenças sexualmente transmitidas, muitos dos casos são epidêmicos, incluindo gonorréia, inflexão da uretra não causada pela gonorréia, herpes genital, candiloma, scabics (mites) e infecções na uretra e na vagina causadas pela bactéria Chlamydia trachomatis, pelo protozoário Trichomas e pelo fungo monilia. Vários estudos mostram que as doenças sexualmente transmitidas afetam pessoas de ambos os sexos, de todas as raças e de todos os níveis sociais nos Estados Unidos.
Um grande número de infecções são transmitidas predominantemente ou exclusivamente por contato sexual. Além das doenças epidêmicas que foram citadas acima, podemos incluir a sífilis, o chato (pediculosis pubis), infecção vaginal causada pela bactéria Hemophilus e muitas outras. DSTs podem ser causadas por uma grande variedade de organismos, tais como o protozoário Trichomonas, a levedura causadora de moniliasis, bactérias causadoras da gonorréia e da sífilis e o vírus que causa a herpes genital.
Transmissão


A transmissão de todas estas doenças só ocorre através do contato íntimo com a pessoa infectada, porque todos os organismos causadores morrem rapidamente se forem removidos do corpo humano. Apesar da área de contato ser normalmente as genitais, a prática de sexo anal e oral pode também causar infecções. Gonorréia, sífilis e infecção clamidial podem ser transmitidas de um portadora grávida ao filho que está sendo gerado, tanto através do útero como através do parto.
Apesar das doenças venéreas se manifestarem na genitália externa, elas podem atingir a próstata, o útero, os testículos e outros órgãos internos. Algumas dessas infecções causam apenas uma irritação local, coceira e uma leve dor, porém a gonorréia e clamídia podem causar infertilidade em mulheres.

Controle

A natureza epidêmica das doenças sexualmente transmitidas as torna de difícil controle. Algumas autoridades em saúde pública atribuem o aumento no número de casos destas doenças ao aumento de atividade sexual. Outro fator que também contribui significativamente é a substituição do uso de camisinha (condom) - que oferece alguma proteção - por pílulas e diafragmas com métodos anticonceptivos. Os padrões das doenças sexualmente transmitidas são bastante variáveis. Enquanto a sífilis e a gonorréia eram ambas epidêmicas, o uso intensivo de penicilina fez com que a freqüência da sífilis caísse para um nível razoavelmente controlado; a atenção voltou-se então ao controle da gonorréia, foi quando a freqüência da sífilis aumentou novamente. Os casos de herpes genital e clamídia também aumentaram durante a década de 70 e durante o início da década de 80.
O tratamento

De doenças sexualmente transmissíveis é feito basicamente com antibióticos. A penicilina tem sido uma droga eficiente contra a sífilis e a gonorréia, porém muitos dos organismos causadores da gonorréia são hoje resistentes à penicilina; usa-se nestes casos o ceftriaxone ou a spectinomicine. A tetraciclina é usada para tratar o linfogranuloma venéreo, o granuloma inguinale e a uterite clamidial. Existem tratamentos específicos para a maioria das doenças sexualmente transmitidas, com exceção do molluscum contagiosum. A droga antivirus aciclovir tem se mostrado útil no tratamento da herpes.
A única forma de se prevenir a dispersão das doenças sexualmente transmitidas é através da localização dos indivíduos que tiveram contato sexual com pessoas infectadas e determinar se estes também necessitam tratamento. Localizar a todos, entretanto, é bastante difícil, especialmente porque nem todos os casos são reportados.
AIDS (SIDA) e a hepatite B são transmitidas através do contato sexual, porém estas doenças podem também ser transmitidas de outras formas.
Condiloma (HPV)

Condiloma é a designação genérica do Papilomavírus Humano. Outros denominações como condilomatose, condiloma acuminado e crista de galo também podem ser usadas. A exemplo do herpes, o condiloma tem períodos de latência (remissão) variáveis de um indivíduo para o outro. Causam lesões verrugosas, a princípio microscópicas e de difícil visualização a olho desarmado, que vão lentamente crescendo como lesões sobrepostas umas às outras, formando a designação popular de crista de galo. Podem chegar, em indivíduos com higiene precária, a lesões coalescentes e grandes como a palma da mão de um adulto. Seu contágio é quase que exclusivamente sexual (gênito-genital, oro-genital ou gênito-anal) e sua manifestação depende da imunidade do contaminado.

O diagnóstico faz-se por penoscopia direta (coloração especial que tinge as lesões condilomatosas quando presentes) e sempre que possível, biópsia para confirmar-se a suspeita clínica. Uma vez diagnosticado o condiloma, o tratamento é quase sempre é cirúrgico por uma destas modalidades: eletrocauterização ou eletrofulguração, que consiste em queimar as lesões ou a exerése das lesões que serão mandadas para exame anatomopatológico, fazendo-se assim a biópsia e o tratamento ao mesmo tempo. Muitas vezes os dois métodos são utilizados em conjunto, nas lesões extensas. A cauterização química com ácidos orgânicos que também queimam as lesões, têm uma série de contra-indicações e complicações que me levaram a quase descartá-lo para uso rotineiro.
O cliente com condilomatose deve ser alertado para a possibilidade de recidivas após os tratamentos, como se lesões latentes esperassem a hora certa para aparecer. Não raro estes clientes terão repetidas sessões de terapia. Também é importante salientar que no homem o condiloma é apenas uma lesão esteticamente feia, mas na mulher é precursor do câncer de colo do útero, uma doença grave. Portanto, tratar o homem é prevenir uma complicação séria para a mulher. Nestes casos, frequentemente recebemos o homem para penoscopia por solicitação do ginecologista da esposa, que diagnosticou displasia do colo de útero e suspeita de condiloma como agente causador.
Herpes

Os vírus herpes simples (VHS) tipo 1 e tipo 2 são ambos da família herpesvirus humanos, a qual ainda inclui o citomegalovírus, o Epstein-Barr vírus, varicela zoster vírus e herpesvirus humanos específicos (Kaposi). A principal característica dos herpesvírus é a de produzir infecções latentes, potencialmente recorrentes. A latência se desenvolve a partir da sobrevivência do material genético do vírus dentro de células hospedeiras, sem produção de partículas infectantes.
A infecção genital pelo VHS é adquirida a partir do contato de superfícies cutâneas (pele) ou mucosas genitais com os vírus infectantes. Sendo um parasita celular obrigatório (é desativado pela perda de umidade à temperatura ambiente), é pouco provável que se transmita por aerossol (gotas microscópicas) ou fômites (peças de vestuário íntimo, assento do vaso sanitário, papel higiênico, etc.), sendo o contato sexual, orogenital ou genito-anal e gênito-genital, o modo habitual de transmissão.
Acredita-se, a exemplo de outras infecções genitais, que o VHS penetre no corpo humano por pequenas escoriações (raspados) ou fissuras na pele ou mucosas, resultante do ato sexual. Após sua infecção, o VHS é transportado através dos neurônios (nervos), com isto podendo variar seus locais de recidiva. Na infecção inicial a gravidade das lesões será diretamente proporcional à imunidade da pessoa, disto também dependerá a freqüência e gravidade das recidivas. A pessoa que teve infecção anterior pelo VHS oral poderá ter uma infecção pelo VHS genital atenuada (menos grave) pela presença de anticorpos cruzados.
Não existe até o presente momento, cura para qualquer tipo de herpes. Todo o tratamento proposto visa aumentar os períodos de latência em meses e até anos. A partir de diagnóstico clínico e laboratorial, medidas higiênicas devem ser tomadas para o indivíduo e sua/seus parceiros sexuais. Em mulheres grávidas, maiores cuidados em relação ao feto devem ser adotados, mesmo que o diagnóstico não tenha sido na gestante e sim no seu parceiro sexual. Este, infectado, deve evitar o coito durante a gravidez ou fazê-lo de modo seguro.
Como adquiri isto ? Pergunta freqüente de consultório, sempre implicando em "infidelidade". Esta pode estar presente, sem dúvida, mas grande parte dos infectados é assintomático até sua primeira crise herpética, num intervalo que pode ser de muito tempo e depois de vários relacionamentos amorosos.
Lembro aqui que o perigo maior de contágio está nas lesões por recorrência quando então o indivíduo deve se proteger para não transmitir durante a atividade sexual.
Uretrites

Secreção uretral na uretrite
É a designação genérica para processos inflamatórios ou infecciosos da uretra (canal que conduz a urina da bexiga para o meio externo, ao urinarmos) masculina e feminina. Os sintomas da uretrite compreendem: a descarga uretral (secreção) que varia de acordo com o agente etiológico, desconforto urinário sob forma de ardência e/ou dor para urinar e às vezes sensação de "coceira" na parte terminal da uretra (perto do meato urinário na glande peniana). Estes três principais sintomas podem variar de intensidade de acordo com a doença.
As uretrites inflamatórias (sem a participação de germes), em grande parte, são originadas pelo trauma externo, como por exemplo o hábito de ordenhar a a uretra após urinar, ou hábito masturbatório, lembrando aqui que a uretra é uma estrutura bastante superficial e sensível. O trauma interno, como aquele que ocorre após manipulação com instrumentos ou sondas, também pode originar uma uretrite inflamatória, que deverá receber tratamento sintomático adequado.
As uretrites infecciosas são doenças sexualmente transmissíveis (DST), que é o nome atualmente aceito para as antigas doenças venéreas, termo este empregado no passado, quando blenorragia (gonorréia) e sífilis dominavam o cenário das DST. Ainda deste conceito temos a classificação das uretrites infecciosas, como uretrite gonocócica e não-gonocócica. A gonocócica, como diz o termo, é a causada pelo gonococo (N. gonorrhoeae) e as não-gonocócicas são mais comumente causadas por um dos germes a seguir: clamidia, micoplasma e ureaplasma. A uretrite gonocócica produz extremo desconforto uretral, com dor, ardor, urgência urinária e secreção abundante, esverdeada, que suja a roupa íntima do(a) portador(a). Já as demais uretrites, podem ter sintomatologia escassa, com pouca ou nenhuma secreção no início da doença. Um dos sintomas mais comuns, é o misto de ardência para urinar com coceira após urinar. Na suspeita deste tipo de uretrite, devem ser realizados exames laboratoriais para se tentar descobrir o germe responsável. Uma história detalhada e um exame físico minucioso devem ser realizados.
Muitas uretrites inadequadamente tratadas podem evoluir para complicações mais sérias, como uma cervicite e doença inflamatória pélvica na mulher ou orquite, epididimite ou prostatite no homem. Na maior parte das vezes o urologista vai preferir tratar o casal, mesmo que o(a) parceiro(a) não apresente sintomas importantes. Como sequelas das complicações das uretrites mal conduzidas, podemos citar infertilidade e as estenoses de uretra.
Candidíase

Pênis com balanopostite
Pênis com balanopostite por cândida
É a infecção causada pela Cândida albicans, e não é obrigatoriamente uma DST. No homem, balanopostite ou postite por cândida e na mulher, vaginite ou cervicite por cândida. É um fungo que habita normalmente nosso organismo, tendo a função de saprófita (alimenta-se de restos celulares) no aparelho genital. Como qualquer outra micose, gosta de ambientes quentes e úmidos, como a vagina e o prepúcio. No homem, o microtraumatismo peniano que resulta de uma relação sexual pode ser o suficiente para desencadear o processo de instalação de uma balanopostite por cândida, que com certeza vai incomodar seu portador. Surge já nas primeira horas uma ardência ao contato com secreção vaginal ou à própria urina, bem como a pele torna-se avermelhada, brilhante e friável (descama com facilidade ao toque) com um prurido (coceira) intensa. Na mulher, o sintoma mais importante é o prurido vaginal ou dos lábios da vulva, seguido ou não por secreção vaginal (corrimento) branco. No período menstrual, como há intensa descamação do endométrio e perda de sangue (células mortas), há um aumento da população da cândida ( e outros saprófitas), pois há uma quantidade maior de restos celulares a serem removidos do organismo. Também, o uso prolongado de antibióticos, que não agem sobre os fungos, pode fazer uma seleção destes, aumentando sua população no organismo (por exemplo, sapinho). O contato sexual nestes dias pode resultar em candidíase em ambos os sexos. A excessiva população de cândida acidifica ainda mais o ph vaginal, que é o que causa a dor e a ardência genital em ambos os sexos.
Candidose peniana
A queixa pode surgir de qualquer dos sexos e como dito acima, é a cândida uma habitante normal de nosso organismo, desde que não nos agrida. Portanto, não há a menor possibilidade de erradicá-la definitivamente, uma vez que a adquiriremos novamente horas após, pela dieta, pelo ambiente, convívio social, sexual, etc. O tratamento visa principalmente alívio para os sintomas e diminuir a população do fungo a uma quantidade que não agrida nosso organismo. O tratamento do casal é imperativo e medidas higiênicas adequadas devem ser adotadas para seu controle efetivo.
Em alguns homens portadores de diabetes, pode ser necessária a remoção cirúrgica do prepúcio (circuncisão), como uma medida profilática à balanopostite por cândida. Ainda, o uso inadequado de absorventes ou duchas vaginais possuem papel importante na recidiva da candidíase da mulher.

Cancro

Também conhecido por cancróide, é uma DST aguda e contagiosa, que se caracteriza por lesões genitais ulceradas e dolorosas que evoluem com a supuração (saída de pus) dos linfonodos (gânglios) inguinais.
É causada pelo Hemophilus ducreyi e o período de incubação é de 3 a 7 dias após o contato sexual suspeito. Pequenas lesões avermelhadas e elevadas (pápulas) se rompem e tornam-se úlceras rasas, com as bordas macias e com anel avermelhado ao redor. Tais úlceras variam de tamanho e podem se agrupar (coalescentes), formando uma lesão maior, intensamente dolorosa.
Os linfonodos inguinais se tornam dolorosos, aumentados de tamanho e agrupados (bubão), sendo facilmente palpáveis. Forma-se aí o abscesso que pode drenar através da pele da virilha.

Sífilis

Doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e normalmente transmitida através do contato sexual ou pelo beijo. A infecção através de objetos contaminados é bastante rara, pois a bactéria morre em contato com o ar. Um feto carregado por uma portadora de sífilis pode contrair a doença, condição denominada de sífilis congênita.
Histórico

Acredita-se que a sífilis foi introduzida na Europa em 1493 por um grupo de marinheiros retornando da primeira expedição de Cristovão Colombo à America. Já no século XVI, a sífilis tornou-se a maior epidemia pública. O aspirilo, responsável pela doença, foi descoberto somente em 1905, pelo zoologista alemão Fritz Schaudinn. Em 1906 o bacteriologista alemão August vom Wassermann desenvolveu o primeiro exame de sangue para diagnosticar a doença. Em 1909 outro bacteriologista alemão, Paul Ehrlich, desenvolveu o primeiro tratamento efetivo. Em 1943 a penicilina mostrou-se bastante efetiva no combate à sífilis e até hoje continua sendo o medicamento preferido para o tratamento dessa doença.
Intensos programas de saúde pública reduziram o número de casos reportados nos Estados Unidos de 160.000 (1947) para 25.000 (1975), porém o número cresceu para mais de 39.000 em 1988. Durante a década de 70, a maioria dos casos de sífilis em homens ocorreu em homossexuais, entretanto o aumento no número de casos durante a década de 80 aparenta ser em indivíduos heterossexuais. Este fato aumenta a incidência da sífilis congênita, que causa um grande índice de mortalidade infantil. Pessoas portadoras de AIDS (SIDA) têm maiores chances de desenvolver sérias formas de sífilis e a sofrerem recaídas após tratamentos que normalmente curam a doença.
Estágios e Sintomas

O primeiro estágio da sífilis é caracterizado por uma pequena lesão, que aparece na região de contágio, de três a seis semanas após a contração. Os fluidos oriundos dessa lesão são extremamente infecciosos. Em um segundo estágio, que manifesta-se cerca de seis semanas mais tarde, ocorre um repentino aparecimento de lesões. Úlceras doloridas desenvolvem-se na boca, assim como em várias regiões do corpo; lesões em forma de pequenas protuberâncias, também altamente infecciosas, podem aparecer na região genital; dores de cabeça, febre e inchamento das glândulas linfáticas são, algumas vezes, observados. Estes sintomas normalmente desaparecem de 3 a 12 semanas. A doença entra então em um estágio latente não apresentando sintomas externos, porém as inflamações podem instalar-se em órgãos internos. Este estágio latente pode durar de 20 à 30 dias. Em 75% dos casos não ocorrem outros sintomas além dos já mencionados; entretanto, quando o estágio final ocorre (sífilis terceira), nódulos enrijecidos podem se desenvolver em tecidos sob a pele, nos tecidos mucosos e nos órgãos internos. Os ossos são freqüentemente afetados, assim como o fígado, os rins e outros órgãos viscerais. Infecção do coração e dos principais vasos sanguíneos ocorrem em casos terminais. Em aproximadamente 15% dos casos de sífilis terceira ocorre o que é chamado neurosífilis, representado pela perda do controle urinário, degeneração dos reflexos e perda da coordenação muscular, que pode levar à paralisia. Durante este estágio, infecções no trato urinário podem, em uma gravidez, levar ao aborto ou ao nascimento de uma criança portadora de sífilis congênita. Crianças afetadas normalmente apresentam sinais típicos como: testa grande, nariz seliforme e dentes mal formados. Perto da segunda década da vida, tais crianças podem apresentar deterioração no sistema nervoso central.A sífilis é detectada através dos sintomas de um dos vários testes de sangue ou de fluido da coluna espinhal. A droga mais usada no tratamento é a penicilina benzatina que é ministrada em duas injeções separadas por uma semana de intervalo. Quando se trata de neurosífilis, o antibiótico é ministrado três vezes por semana.O controle da sífilis inclui localizar as pessoas que tiveram contato sexual com portadores e tratar aquelas cujo contato se deu durante o período de contaminação. O uso da camisinha oferece alguma proteção contra a sífilis.
AIDS (SIDA)

Síndrome da deficiência imunológica adquirida é uma condição que resulta na supressão do sistema imune relacionada à infecção pelo vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus). Uma pessoa infectada com o vírus HIV perde gradativamente a função imune de algumas células imunológicas denominadas CD4 linfócitos-T ou CD4 células-T, tornando a pessoa infectada vulnerável à pneumonia, infecções fúngicas e outras enfermidades comuns. Com a perda da função imune, uma síndrome clínica (um grupo de várias enfermidades que, em conjunto, caracterizam a doença) se desenvolve com o passar do tempo e eventualmente pode causar a morte devido a uma infecção oportunista (infecções por organismos que normalmente não causam mal algum, exceto em pessoas que estão com o sistema imunológico bastante enfraquecido) ou um câncer.HistóricoDurante o início dos anos 80 se observou um grande número de mortes causadas por infecções oportunistas em homens homossexuais que, apesar de tal infecção, eram pessoas saudáveis. Até então estas infecções oportunistas causavam morte normalmente em pacientes que receberam órgãos transplantados e estavam recebendo medicamento para suprimir a resposta imune.
Em 1983, Luc Montaigner, um francês especialista em câncer, juntamente com outros cientistas do Instituto Pasteur em Paris, isolaram o que parecia ser um novo retrovírus humano (um tipo especial de vírus que se reproduz de maneira diferente) de uma glândula (nódulo) linfática de um homem sob risco de AIDS. Simultaneamente cientistas norte americanos liderados por Robert Gallo, trabalhando no Instituto Nacional do Câncer em Bethesda (Maryland) e o grupo liderado pelo virologista norte americano Jay Levy de San Francisco isolaram o retrovírus de pessoas com AIDS e também daquelas que tinham contato com portadores da doença. Os três grupos de cientistas isolaram o que hoje se conhece como vírus da imunodeficiência humana (HIV), o vírus que causa a AIDS. A infecção por este vírus não significa necessariamente que a pessoa tenha AIDS, porém erroneamente costuma-se dizer que a pessoa HIV-positiva tem AIDS. De fato, um indivíduo HIV-positivo pode permanecer por mais de 10 anos sem desenvolver nenhum dos sintomas clínicos que diagnosticam a doença.
Em 1996 estimou-se que 22,6 milhões de pessoas no mundo estavam vivendo com o HIV ou com a AIDS, dos quais 21,8 milhões eram adultos e 380.000 crianças. A Organização Mundial da Saúde estimou que no período entre 1981, quando o primeiro caso de AIDS foi diagnosticado, e em 1996 mais de 8,4 milhões de adultos e crianças desenvolveram a doença. Estimou-se também que no mesmo período 6,4 milhões de mortes foram causadas pelo vírus HIV.